quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

"Cê não era educada assim... Os caras mexeram mesmo na sua cabeça"

Isso aí me foi dito por um primo querido, na ceia de Natal, enquanto eu, docemente, esperava que uma prima fosse servida.

Na boa, eu, às vezes, acho que essa balela de eu ter sido adotada foi coisa que inventaram. Não é possível que eu não tenha pelo menos um genzinho dos Siqueiras-Monteiros.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Ó, eu aqui, Vivinha da Silva, em Minas, com meu paizaço, quase dando "tchau" pra esse 2011 veio de guerra

Claro que este ia ser um post longuíssimo de reflexão etc e tal, acerca do ano em que quase passei pra Morada do Senhor, mas a conexão discada, lentíssima, não deixa. E preciso liberar a linha telefônica daqui pro povo todo desejar "Feliz Natal".

A propósito, meu povo, Feliz Natal pra nois tudo.

E que venga 2012.

Não sei quanto a vocês, mas eu tô legalzaça de 2011.

E, como diria Dr. Zeca Pagodinho: "Tando em cima da terra e embaixo do Céu, qualquer lugar, pra mim, tá bão".

Hasta.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tô viva!

Desculpa o sumiço, meu povo. Né nada, não. É só porque ainda tô me acostumando à rotina de trabalho e tenho chegado em casa muito cansada.

Agora, vou correr pro shiatsu e depois pra entrevista com a professora de canto. Ui. Babado. Depois, eu conto. Juro.

Hasta.

P.S.: A cabeça quase nem dói mais.
P.S.1: Em compensação, sonhei nessa noite que tava beijando na boca do Ney Matogrosso. Ai.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ok, ninguém disse que ia ser fácil

Só eu achei que ia ficar mais de dois meses sem trabalhar, indo ao inferno e voltando, e não ia estranhar a volta à rotina. Cansaço monstro agora, depois do terceiro dia de trabalho depois da Operação Quebra-Coco.

Em compensação, andei percebendo que não é o stress natural do trabalho nem a jornada diária que estão me cansando. A verdade é que eu me mexo igual a um trator, como se estivesse sempre atrasada, e, às vezes, me esqueço que preciso aprender a, no mínimo, me movimentar com mais leveza pro cérebro, o coitado, não ir se chacoalhando todo pelo mundo.

Ai.

Agora, né?

Alguém aí viu que tem uma nova técnica pra tratar de aneurisma cerebral sem ter que abrir o coco? Não, eu não sei os detalhes. Só vi as chamadas da matéria nos onlines ontem. Me recusei a ler, naturalmente.

Aliás, por falar em matéria, nem contei aqui o que prometi. O retorno ao trabalho foi o melhor possível, com todo o carinho do mundo do meu povo querido, e a cabeça aguentando o tranco sem maiores transtornos, sem nem doer muito.

Eu, agora dengosa, tô bem gostando do chamego em massa. Mas sinto que a aposta no jornal é até quando vai esse meu jeitinho quase doce e renovado, praticamete uma mulher de paz. Aun.

Pedala, Rozaninha, pedala

A vontade que tenho é a de passar a noite escrevendo aqui. Mas, depois de dois dias de trabalho, já de volta ao ritmo de sempre, não posso ficar dando mole em computador mais do que o estritamente necessário.

Fato é que meu pai voltou hoje pra Minas, depois de ficar ao meu lado desde que o pesadelo dos aneurismas começou, num agora longínquo 20 de setembro.

Sabe quando a gente tá aprendendo a andar de bicicleta e o pai da gente, certo de que a pequena anta já tem equilíbrio suficiente, dá aquele empurrão, com a bicicleta sem rodinha, sem nada, e o jeito é sair pedalando, catando cavaco? Pois é.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Depois eu conto como foi o primeiríssimo dia de trabalho depois da Operação Quebra-Coco. Muito soninho aqui agora. Nem trabalhei até tão tarde, não. Mas cheguei agora, no fim da noite, e fiquei de papo com meu pai, que, aliás, deve ir embora amanhã ou depois.

Sim, estou perto de passar minha primeira noite sozinha desde a operação.

Alguém me abraça.

sábado, 3 de dezembro de 2011

"Quem sabe eu ainda sou uma garotinha..."

Não me lembro o que, exatamente, senti quando faltavam menos de 48 horas pra eu ir pra escola pela primeira vez.

Mas sinto que deve ter sido algo bem perto do que me ocorre agora, no meu último sábado de 'folga' antes de voltar ao trabalho depois de mais de dois meses cuidando do coco.

É isso. Resumindo, é isso.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Eu sabia, eu sabia, eu sabia...

Não que eu ache ainda que tenho que raspar o cabelo todo. Acontece que, quando pensei nisso, me ocorreu que, já que rasparia só parte, correria o risco de o novo cabelo nascer diferente.

Adivinhem?

Não tive coragem de raspar tudo, e o cabelo que já tá começando a cobrir a cicatriz no coco não tem NENHUM cachinho. Nem unzinho. Tá, como se diz em Minas, "lisinhozim".

Sim, é possível que esteja nascendo assim porque, afinal de contas, vivo com uma faixinha pra cobrir a meia-careca. Acontece que, enquanto o cabelo não crescer todo, não há possibilidade de eu sair da toca sem faixa.

Alguém teria, assim, alguma ideia brilhante pra evitar que, daqui a alguns meses, eu tenha uma faixa de cabelo cinza liso me cobrindo a testa?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Faltam, exatamente, 96 horas pra eu voltar pro batente

Só me ocorrem perguntas básicas como:

Será que a bagunça no cérebro deixou alguma sequela que ainda não percebi?

Será que o povo vai reparar muito, tipo imediatamente, que eu tô, nesta ordem, mais gorducha, meio careca e caolha?

E se eu não tiver faixas, lencinhos e roupas suficientes pra combinar cinco mudas diferentes pra não repetir figurino de segunda a sexta?

Será que algum (a) tarado (a) vai pedir pra ver a cicatriz que agora carrego no coco?

Será que vou passar o primeiro dia ouvindo que, afinal de contas, sou uma "mulher de sorte" por ter descoberto três aneurismas no coco antes que eles explodissem e me levassem pra Morada do Senhor?

Será que vou ter o direito de falar algum palavrão quando algo der errado ou terei que me comportar qual fora um anjo renascido porque, afinal de contas, sou uma "mulher de sorte", praticamente um milagre de Deus?